domingo, 23 de agosto de 2009

Toda Tarde De Domingo


domingo (latim [dies] dominicus, dia do Senhor) s. m.
Primeiro dia da semana, depois de sábado e antes de segunda-feira; Relig. Na tradição cristã, último dia da semana, consagrado ao descanso e à oração.

Para que o domingo não ficasse à mercê da pontinha de preguiça que faz parte de mim fui para cozinha assar um Bolo de Fubá, que estava em stand-by desde que meus pais voltaram para casa. A chuva que estava chegando devagarinho pedia um chá com bolo e eu ainda estou para descobrir uma receita de bolo que combine mais com chá do que um bom Bolo de Fubá. Aproveitei que estava envolvida com o forno&fogão e fiz a receita de cookies de aveia e uva-passa da Tia Martha, que nunca deixa a desejar. O chá encerrou o domingo, fez a semana começar bem, agora eu vou dar um abraço em Morfeu para começar a segunda bem.


A receita do Bolo de Fubá está aqui.

Chocolate Oatmeal Raisin Cookies

- 1 1/2 cups all-purpose flour (spooned and leveled)
- 1 teaspoon baking soda
- 1 teaspoon salt
- 1 cup (2 sticks) unsalted butter, room temperature
- 3/4 cup packed light-brown sugar
- 3/4 cup granulated sugar
- 2 large eggs
- 1 teaspoon vanilla extract
- 2 1/2 cups rolled oats
- 1 1/2 cups raisins
- 1 package (12 ounces) semi-sweet chocolate chips

1. Preheat oven to 375 degrees. In a medium bowl, whisk together flour, baking soda, and salt; set aside. With an electric mixer, cream butter and sugars until light and fluffy.

2. Add eggs and vanilla; beat until combined, scraping down sides of bowl as needed. Add flour mixture; beat until just combined. Add oats, raisins, and chocolate chips; beat until just combined.

3. Drop 32 heaping tablespoons of batter, about 1 1/2 inches apart, onto baking sheets. Bake, rotating sheets halfway through, until cookies have spread and are golden brown and soft to the touch, 10 to 12 minutes. Cool 5 minutes on sheets; transfer to a wire rack to cool completely.

sábado, 22 de agosto de 2009

Esquenta


Eu aproveitei o esquenta pré-balada na casa da vizinha para fazer essa receita de rolinhos de beringela, que entrou no repertório de entradas com 100% de aprovação, não é a toa que ele está na sessão "Prata da Casa" do livro de receitas do Carlota. Desde que cheguei ainda não tinha feito a receita por aqui, nunca casou, mas hoje a ocasião era perfeita. Os rolinhos não exigem muitos dotes culinários, só é preciso prestar atenção em alguns detalhes: as fatias de beringela devem ser o mais finas possível e a frigideira deve ser pré-aquecida para que a beringela não solte muita água e fique sequinha.

Rolinhos de Beringela*

2 beringelas médias com casca, fatiadas finamente na horizontal
1 pote de cream-cheese(22og)
12 tomates secos cortados em tiras
folhas de manjericão fresco

Grelhar as fatias de beringela numa frigedeira anti-aderente.

Dispor 1 colher de chá rasa de cream-cheese, 1 tira de tomate seco e duas folhinhas de manjericão sobre cada fatia de beringela, no sentido da largura. Enrolar formando rolinhos de cerca de 1 cm de diâmetro.

para o molho
1 receita de molho pesto
1 copo de iogurte natural

Incorpore o iogurte no molho pesto. Sirva gelado acompanhando os rolinhos.

*Do livro - Carlota, Balaio de Sabores - Carla Pernambuco

terça-feira, 18 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

O Buddha Verde


Essa descoberta é 100% mérito da vizinha, nas nossas conversas nós nos referimos à ele como o restô do Buddha, pois o Buddha verde pintado na parede é a primeira coisa que você vê quando chega no restaurante, recentemente eu tive a curiosidade de olhar o nome escrito na porta, Tampopo, mas continuo achando mais legal chamar os amigos para comer no Buddha. O lugar é pequeno, tem só quatro mesas, todas estilo japonês com tatami, você tem que tirar o sapato para sentar. Ele é disputadíssimo, já cheguei a esperar mais de 45 minutos por uma mesa, mas para quem gosta de um ambiente mais relax e descontraído, de comida asiática vale muito a pena, os preços são camaradas, os pratos bem servidos e as garçonetes uma simpatia. Já comi algumas das opções do cardápio, mas nenhuma bateu o Gado Gado, que é feito com macarrão de arroz japonês, legumes, frango e molho picante de amendoim. Deu até água na boca....

Vai lá
4449 rue Mentana
(coin Mont-Royal)
514.526.0001

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pedala Robinho

Foi assim que eu me senti quando o atendente da central de atendimento da Bixi me falou o total que foi cobrado no meu cartão de crédito pelas duas bikes que eu aluguei ontem.

Ontem o dia estava lindo, sol, calor e a minha folga pela frente, quando a vizinha me convidou para fazer um passeio de bike não pensei duas vezes e lá fomos nós testar as tão comentadas Bixis, sucesso total em Montréal, como as Vélibs de Paris, exportadas para Londres e Boston, etc, etc. Eu achei a oportunidade ótima para fazer um teste drive antes de fazer o pacote mensal(desde que eu cheguei que namoro a idéia de ter uma bicicleta, mas por diversos motivos ainda não comprei uma e a possibilidade de alugar uma bike quando você quer dar um passeio me agradava muito). Mas eu não entendi direito como o sistema funcionava, eu entendi que você pagava uma diária de 5 dólares para ter direito a uma bicicleta por 24 horas e que se você trocasse de bicicleta nos docks começava a pagar os adicionais. Mas ledo engano, 5 dólares é o preço para ter direito a um código por 24h, durante esse período você pode fazer trajetos ilimitados MAS esses trajetos não podem passar de 30 minutos, passados 30 minutos você começa a pagar as tarifas(muito salgadas por sinal).

Não vou tirar a minha parte de responsabilidade da jogada porque fui eu que fiz confusão e não entendi direito, mas que eles escreveram de uma forma extremamente confusa eles escreveram, levando-se em conta que nós duas somos pessoas educadas e esclarecidas e as duas entedem francês e inglês sendo que a vizinha é une vraie bilingue, problema com a língua não foi, o negócio é mal explicado mesmo. Para quem ainda não experimentou a Bixi e quer experimentar ela funciona assim, você pode fazer a inscrição por um ano(de Maio a Novembro) por CAN$ 78.00, por um mês CAN$ 28.00 ou por um dia CAN$ 5.00. Essa inscrição só te dá direito ao acesso às bicicletas nos docks, cada bicicleta que você tira você tem 30 minutos gratuitos, passados os 30 minutos vocês tem que devolver a bicicleta em qualquer dock se não você começa a pagar as tarifas, + 30 minutos CAN$ 1.50, + 30 minutos CAN$ 3.00 e para cada 30 minutos subseqüentes CAN$ 6.00. Eu e a vizinha saímos ambas despreocupadas e empolgadíssimas com as bicicletas, andamos com elas 2 horas e a brincadeira saiu por CAN$ 38.00.

Ou seja a Bixi é perfeita para quem quer usar a magrela como meio de transporte, para fazer pequenos trajetos(30 minutos é o tempo médio de locomoção no centro de Montréal, onde estão localizados os docks da Bixi). A idéia é não vá de busão e metrô, vá de bicicleta. Nesse sentido ela realmente é ótima, MAS se você como eu quer a magrela para fazer passeio no seu dia de folga a Bixi não é para você. Confusões a parte o sistema continua sendo caro, segundo o artigo que saiu no La Presse, comparado com Paris, Munique, Barcelone e Lyon Montréal é a cidade onde o serviço é mais caro(no artigo tem uma tabela comparativa).

A prova que nós não nos enganamos tanto assim é esse post do blog Urban Green Girl, escrito há pouco menos de um mês, a dona do blog também cometeu o mesmo erro e ela é da terrinha.

Valeu para experimentar mas na próxima vez eu vou de taxi, minhas convicções de ser green e eco-friendly só vão até onde dói o bolso.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Xô Preguiça

Tenho que confessar aqui que andava meio preguiçosa para cozinhar, não tinha inspiração para fazer nada e estava com vontade zero de ficar horas na cozinha(coisa que normalmente eu faço com prazer), junto com a minha preguiça de cozinhar caminhava uma apatia tão grande pela comida da praça de alimentação, sabe quando você não quer nada, nada agrada, já estava ficando enjôada de mim mesma e achei que já estava mais do que na hora de voltar para cozinha. Semana passada a nova edição da Elle à la Table chegou na loja e eu fiquei com a edição anterior, uma receita de beringelas grelhadas chamou a minha atenção, resolvi experimentar, fiz algumas alterações na receita, na minha versão eu coloquei uma abobrinha, champignons e molho pesto e usei mussarela ou invés do queijo Comté para gratinar, ficou danado de bom e me rendeu muitas quentinhas para levar para o trabalho essa semana. Mas não parei por aí, há muito tempo eu faço coalhada seca em casa, o preparo é muito simples e a coalhada é uma boa substituta do cream-cheese e fecha perfeitamente a combinação hommus e babaganouch. O problema é que não conseguia achar coador de café aqui, achava sempre o filtro para vender mas não o coador, o jeito foi esperar a visita dos meus pais para equipar a minha cozinha com um coador de café e os seus respectivos filtros. Com os equipamentos na mão hoje eu fiz a minha primeira coalhada seca em Montréal(mas que marco), ela está lá na cozinha escorrendo só vai ficar pronta amanhã, perfeita para ser misturada com um pouco de mel e essência de baunilha e ir direto para o pão do café da manhã.

Coalhada fresca

1 l de leite tipo A
1 copo de iogurte natural

Numa panela, leve o leite ao fogo alto. Quando ferver, desligue e deixe amornar até que não haja mais vapor. Adicione o iogurte e misture com uma colher, mexendo sempre no mesmo sentido. Transfira para uma tigela e tampe com um prato. Embrulhe com um pano de prato e guarde no forno desligado ou dentro de um armário. Depois de 7 horas leve a coalhada à geladeira. O ideal é fazer da noite para o dia. Assim não tem perigo de ficar chacoalhando, tira daqui, passa pra lá...

Coalhada seca

Para fazer a coalhada seca, basta deixar a coalhada fresca escorrer durante um dia inteiro dentro de um coador descartável de papel. Coloque o coador de café dentro do suporte de cafeteira e deixe o soro escorrendo em um copo. Quando estiver pronta, você pode temperá-la com sal e azeite de oliva. Descarte o soro e leve a coalhada à geladeira.


Tian d'aubergines au basilic

3 aubergines
1 gousse d'ail
50 cl de bon coulis de tomate
50g de parmesan râpé
1 c. à soupe d'huile d'olive

Préchauffez le four à 6/180º. Lavez, essuyez et coupez les aubergines en tranches. Plongez-les dans une casserole d'eau bouillante salée et faites-les blanchir 3 mn. Egouttez-les et séchez-les avec du papier absorbant. Frottez un plat à four avec la gousse d'ail pelée. Disposez les tranches d'aubergines et le coulis de tomate en alternant 1 couche d'aubergines, 1 couche de coulis...et finissez par le coulis. Mélangz dans un grand bol le parmesan râpé, le comté râpé, du poivre et le basilic ciselé. Répartissez ce mélange sur le dessus du plat. Arrosez d'un filet d'huile d'olive, enfournez et faites cuire 40 mn environ. Le dessus doit être bien doré.

PS: Umas vez meu pai me perguntou se o soro do leite poderia ser utilizado para alguma coisa, eu respondi que não porque na época eu não sabia que ele pode ser utilizado como buttermilk, descobri outro dia lendo o blog La Cucinetta:

"
O benefício extra é ter mais de 1 litro de soro assim, de lambuja. O soro do leite que resta da fabricação do cream cheese pode ser utilizado como o buttermilk nas receitas americanas. Também pode substituir parte do caldo em sopas ou parte da água na hora de deixar os grãos secos de molho, pois ele é abarrotado de nutrientes. E, para quem adora tomar shakes de proteínas, saiba que os tais aminoácidos em pó que você toma são retirados [tchanans!] do soro do leite [traduza o nome da marca mais famosa de shake de proteína do mercado... A-há! ;)]. Você pode congelar o soro em cubinhos e batê-los no liqüidificador com frutas , produzindo seu próprio shake de proteína e parando de gastar o que não tem com aqueles imensos potes de pó bizarro. [Hoje de manhã já preparei buttermilk pancakes com o soro, e ficaram ótimas!]

domingo, 9 de agosto de 2009

A Gente Vai Levando

Texto do Blog da Rita Lobo

Era a primeira vez que ele jantava no Spot. Mas isso já faz tanto tempo que o rapaz nem se lembraria daquele jantar. Tinha caído de pára-quedas naquela mesa e não parecia querer esconder que estava maravilhado com o lugar, com as pessoas e até com a comida. Recém-chegado do interior, ele não conseguiu segurar o comentário: “Puxa vida, sabendo levar, São Paulo é melhor que Nova York, né não?” O amigo dele, que cresceu na casa colada com a dele, mas vivia em São Paulo há tantos anos, resmungou bem baixinho, em tom sarcástico e com uma pitada de reprovação: “Nossa, mas precisa saber levar muito bem, hein?”

Achei a frase engraçada. E passei a usá-la com freqüência. Mais em pensamento do que em voz alta. E, boa parte das vezes, com sentido oposto. Como diria o meu pai, fazendo chacota. Uma década depois, porém, a frase resolveu invadir a minha cabeça durante o fim de semana todo. E, na maioria das vezes, no sentido original.

Na sexta-feira, meu marido e eu estávamos nos preparando para sair quando Gabriel, que já está com quase 5 anos, perguntou se poderia ir jantar conosco. Um pedido incomum. Decidimos levá-lo. Fomos andando até o Le vin, restaurante que se encaixa na categoria sabendo-levar-São-Paulo-é-melhor-que-Paris. Gabriel já tinha jantado (eram 9 horas da noite), mas queria comer batatas fritas. E as batatas fritas de lá são realmente deliciosas. Antes mesmo de escolher uma taça de vinho para mim, pedi ao garçom que comandasse rapidinho a batata do meu filho. Ele voltou para tirar o pedido das bebidas com as fritas já em mãos. Em seguida, colocou na mesa o couvert: pão, manteiga e patê de fígado de galinha. “Mamãe, o que é isso? É para comer com o pão ou com a batata?” Espalhei um pouquinho de patê no pão, mas bem pouquinho, pois estava certa de que teria de pegar um guardanapinho de papel para ele cuspir.

“Gostou, Gabriel?” Ele respondeu que achou uma delícia e enfiou uma batata no potinho de patê. Assim, numa sexta-feira, como outra qualquer para nós, e especial para o Gabriel, que jantava num restaurante francês pela primeira vez, nasceu o gosto dele por batata frita com patê de fígado de galinha. Nada mal, aliás.

Pedi minha taça de vinho, mas não sem antes deixar de reparar que o rapaz que sempre nos atende mudou o penteado: ele ficou com cara de garçom francês! E, naquele momento, mesmo sem ter tomado a taça de vinho, um pedaço de mim concluiu que, sabendo levar, São Paulo estava melhor que Paris.

Sábado acordou ensolarado. Eu acordei da escuridão de um pesadelo que prefiro nem pensar. Levantei, fiz alguns telefonemas, e estavam todos vivos. Depois liguei para a minha amiga Fernanda e combinamos que levaríamos as crianças para tomar café conosco antes de irmos conhecer a Livraria da Vila, recém-inaugurada na Al. Lorena. Entramos no Suplicy e demos de cara com um casal de amigos que encontrou com uma amiga que iria se encontrar com um amigo. Quase um episódio de Friends. E, por um único segundo, pensei que, sabendo levar, São Paulo é melhor que Nova York. Tomamos um bom café, comemos muffins, tomamos mais café e fomos andando até a livraria.

Sabíamos que o piso inferior era dedicado às crianças, mas custamos a chegar lá. Livros, sofás, mais livros, conhecidos, uma amiga, aquele livro que há tempos estava procurando. “Posso deixar separado no caixa?” É a minha mania de perseguição que acha que alguém vai comprar o livro antes de mim. Não que fosse o último, mas... Descemos a escada e os olhos das crianças começaram a brilhar. Pufes coloridos gigantes, um teatrinho com cortina estampada, todos os livros do mundo só para eles e ninguém para impedi-los de brincar. O meu irmão chegou com a minha cunhada e a minha sobrinha Rosa. As crianças ficaram brincando e os adultos foram voando para o andar de cima. Um céu de livros nos esperava. Fui catando, um a um, todos os que eu queria folhear e, num instante, uma pilha se formou nos meus braços. Meu irmão e eu nos sentamos e ficamos praticando leitura dinâmica e conversando ao mesmo tempo. Naquele momento, não pude deter a sensação de que, sabendo levar, São Paulo é melhor que Londres. Ok. Também não vamos exagerar. Mas, um sábado tranqüilo e ensolarado traz esperanças. E a gente vai levando, a gente vai levando essa vida.


sábado, 8 de agosto de 2009

Bagels

Hoje depois de acabar o meu turno no trabalho, que excepcionalmente foi bem longo(9h00-22h00), estava com uma vontade de comer bagels, como a noite estava muito agradável eu resolvi caminhar da Peel até a St-Laurent para pegar o 55 e descer na St-Laurent com a Fairmount, comprar os meus bagels e seguir para casa para um merecido descanço. Mas no meio da St-Catherine tinha a Francopholie, tinha esquecido completamente do Festival, no meio dos palcos eu continuei a minha caminhada em direção a St-Laurent, quando baixinho comecei a escutar alguém cantando em português, fiquei pensando o que um artista brazuca estaria fazendo num festival de música francesa, quando cheguei perto do palco parei para escutar, foi o suficiente para dar meia volta e ir embora depois de escutar uma versão sofrível(fiz o vídeo para comprovar) en français de Águas de Março seguida por uma tentativa frustrada de imitar uma bateria de escola de samba, segui em direção aos meus bagels.


Os Bagels são o destaque desse post, que entra na série dos meus lugares favoritos em Montréal. Eu sei que falar dele é chover no molhado, porque eles estão em todos os guias e todo mundo já ouviu falar que aqui em Montréal os bagels são uma delícia, assim como tudo mundo já ouviu falar da carne defumada do Schawrtz's. Nos meus primeiros meses em Montréal eu só conhecia o bagel St-Viateur que eu acho muito pesado, o da Fairmount é mais levinho, fora que a loja fica aberta 24h, coisa rarissíma por aqui. O lugar é pequenininho e funciona como um padaria expecializada em bagels, o bagel tradicional de gergelim custa CAN$0.70, quando eles acabaram de sair do forno ainda quentinhos eles são ainda mais gostosos, com um pouco de cream-cheese e salmão defumado então...humm fiquei até com água na boca.

Vai lá:
74 avenue Fairmount Ouest
Montreal, QC H2T 2M2
(514) 272-0667



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Toi, Moi et Café



Esse post vai inaugurar a série sobre os meus lugares preferidos do bairro onde eu moro. Vou começar com o Toi, Moi et Café, que como mostra a foto fica na esquina da Laurier com a Jeanne-Mance.

Ele é essencialmente um café, mas com um menu de pratos quentes para o almoço e jantar e um cardápio para o café da manhã(que eu ainda não experimentei). Segundo o meu pai(que ao contrário da filha é tomador de café) o expresso é bom. Segundo a minha mãe(que tem padrões altíssimos para um bom café com leite) o café com leite é gostoso(esse eu também tomei e achei ótimo). O serviço é bom, a garçonete que atendeu a gente nas duas vezes que a gente passou por lá foi a única que entendeu o complexo espresso alongé de três dedos do meu pai. Hoje eu dei um pulinho lá para aproveitar o sol(que depois virou chuva), tomar um café e ler um dos livros que eu estava esperando chegar por aqui junto com os meus pais, o novo da Rita Lobo, diretora do Panelinha. Depois de me envolver intensamente com os Harry Potter(com direito a noites em claro que estavam fazendo mal para a minha beleza) precisava de uma leitura mais leve, que não tirasse meu sono. O livro é uma seleção de posts do blog que ela mantém no Panelinha, muito gostoso, comecei e acabei hoje mesmo. A fila dos livros anda(as vezes mais rápido do que o normal).

Vai lá:

244 Avenue Laurier Ouest
Montréal, QC H2T 2N8
(514) 279-9599

Harry Potter



Eu estava com uma lista de assuntos para escrever aqui no blog, mas no meio do caminho algo desviou a minha atenção, depois de dois anos do lançamento do último livro da série eu resolvi reler Harry Potter. A primeira vez que eu ouvi falar do livro foi através da minha mãe, eu lembro perfeitamente de rejeitar a possibilidade de ler os livros na mesma hora, imagina ler livro para criança, pra que perder tempo e fui me ocupar com outros livros que eu julgava muito mais interessantes. No fim eu acabei devorando todos os livros já traduzidos para o português na época e comecei a ler a continuação em inglês por não aguentar de curiosidade e a minha mãe até hoje tira uma com a minha a cara "não era você que não lia livro de criança?" e eu não posso nem retrucar. Faz um tempo que eu queria relê-los pois quando eu os li pela primeira vez, principalmente os últimos eu estava tão ansiosa para saber o que iria acontecer que eu simplesmente ia lendo sem dar muita importância se deixa de entender alguma coisa, eu só queria chegar no final do livro a todo custo, os dois últimos livros eu não lembrava de quase nada a não ser os acontecimentos essênciais era como se eu nem tivesse lido. E eu queria ler também todos os livros em inglês, porque eu li até o Cálice de Fogo em português e os 3 últimos em inglês e algumas coisas não ficaram muito claras, achei melhor começar do primeiro livro. Aos pouquinhos eu fui comprando os livros, de dois em dois para não ficar tão caro(os 7 livros em capa mole custam 110.00$) e fiquei esperando o último sair em capa mole porque sabia que uma vez que comessasse a ler não pararia mais e não ia aguentar ficar esperando. O livro foi lançado dia 05 de Julho e no mesmo dia eu comecei a ler a série, um mês depois de não-conseguir-parar-de-ler-um-minuto, eu terminei, as 5 da manhã(não sei como levantei para ir trabalhar) chorando de soluçar que nem criança. Ainda estou digerindo os livros, mas prometo que logo volto a postar por aqui.