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quinta-feira, 4 de março de 2010

Ora Pois!


Aproveitando o dia lindo de sol, fui fazer uma caminhada pela St-Laurent para comprar os ingredientes que precisava para fazer uma feijoada esperta para os vizinhos no sábado.

Com a minha listinha na mão desci o Boulevard em direção ao Alim-Pot, açougue-mercadinho português que vende carne seca tipo brasileira(somo diz o rótulo e a pequenina bandeira do Brasil colada na geladeira) e outras iguarias brasucas(sucos Maguary, polvilho doce, farinha de mandioca, leite moça, creme de leite, Guaraná - e fica a dica, muita gente reclama que aqui não tem queijo minas frescal, bom lá tem e é muito gostoso).

Fotos do meu passeio no cantinho português de Montréal(que tem até direito a conversa sobre a novela no ônibus "A empregada que tá grávida! Mas ela não vai aguentar o parto, vai morrer...)

Vai lá:
Alim-Pot
20 rue Roy Est
514.982.6838




segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um Doce ou Um Desejo?

O que faz você feliz?

A lua, a praia, o mar
Uma rua, passear
Um doce, uma dança
Um beijo ou goiabada com queijo?

Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão
Dormir cedo, acordar tarde
Arroz com feijão, matar a saudade
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede
Ler ou viver um romance

O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir a toa
Um pássaro, um parque, um chafariz
Ou será o choro que te faz feliz?
A pausa para pensar
Sentir o vento
Esquecer o tempo
O céu
O sol
Um som
A pessoa ou o lugar
Agora me diz o que faz você feliz?

O que faz você feliz?
aquela comida caseira,
arroz com feijão
brincar a tarde inteira
o molho do macarrão
ou é o cheiro da cebola fritando que faz você feliz?
o papo com a vizinha,
o bife, a batatinha
a goiabada com queijo
um doce ou um desejo
afinal o que faz você feliz?

O que faz você feliz?
ficar de bobeira
assaltar a geladeira
comer frango com a mão
tomar água na garrafa
passar azeite no pão
ou é namorar a noite inteira que faz você feliz?
rir e brindar a toa
um filme, uma conversa boa
fazer um dia normal virar uma noite especial
afinal, o que faz você feliz?

O que faz você feliz?
comer morango com a mão
por açúcar no abacate
brincar com melão, goiaba, romã, jabuticaba
ou é o gostinho de infância que faz você feliz?
cuspir sementes de melancia
falar besteira, ficar sem fazer nada
plantar bananeira, ou comer banana amassada?

Afinal, o que faz você feliz?


Ontem fez um ano que eu cheguei em Montréal. O que significa que eu estou a um ano fora do Brasil e por mais que esse ano tenha sido ótimo e Montréal ser uma cidade maravilhosa, eu estou morrendo de saudade do Brasil, estou contando os dias para entrar no avião. Desde que eu comprei a passagem toda sexta-feira eu penso, uma semana a menos, uma semana a menos e assim estou tentando administrar a saudade e não deixar que ela tome conta de mim, mas está difícil, muito difícil. Num momento nostalgia, fiz de sobremesa para o jantar de comemoração com uma amiga um pavê e claro que na minha cabeça fiz comigo mesma a brincadeira sem graça "é pra ver ou pra comer", para comer é claro - e comemos muito, estava uma delícia.

Gâteau de Biscuits Cuillère à la Noix de Coco

1 boîte de lait concentré
450 cl de lait
2 oeufs
1 c.à café rase de fécule de maïs
1 paquet de biscuits cuillère
20 cl de crème fraîche
50g de noix de coco râpée
2 c. à soupe de cacao en poudre non sucré
3 c. à soupe de sucre semoule
1 pincée de sel

1. Dans une casserole, portez à ébullition 20 cl de lait avec le cacao en poudre. Laissez refroidir et réservez.
2. Pendant ce temps, dans une autre casserole, faites dissoudre la fécule de maïs dans 25 cl. de lait froid, ajoutez le lait concentré sucré e les jaunes d'oeufs. Réservez les blancs dans un bol. Faites cuire à feu doux environ 10 minutes en remuant régulièrement jusqu'à ce que le fond de la casserole apparaisse.
3. Versez cette crème encore chaude dans un plat rectangulaire. Trempez rapidement les biscuits cuillère dans le lait au chocolat et deposez-les sur la crème jusqu'à la recouvrir entièrement.
4. Ajoutez une pincée de sel aux blancs d'oeufs et 1 c. à soupe d'eau, puiz battez-les encore. Versez ensuite délicatement la crème fraîche.
5. Étalez cette crème sur les biscuits cuillère et saupoudrez-la de noix de coco râpée.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Alguma Coisa Acontece no Meu Coração

Ontem enquanto estava trabalhando fui surpreendida pelo Caetano cantando "Sampa" na trilha da livraria. Deixei os livros de lado e parei para escutar e achei engraçado como a letra ganhou um outro significado agora que São Paulo não é mais a cidade onde eu moro. No domingo, num dia lindo de sol e calor eu recebi os queridos, Ana e Lior na parte de Montreal que eu começo a entender como minha(a prova disso é que rodamos o bairro a tarde inteira usando o meu GPS interno e não nos perdemos nenhuma vez - demos umas voltas, mas chegamos em todos os lugares) e pela primeira vez desde que cheguei(quase 9 meses já!) eu senti que realmente moro aqui e tenho que admitir que gostei da sensação.
Ontem quando fui pagar a conta no restaurante, conversando com a garçonete escutei a pergunta clássica mas que há meses não faz mais parte das minhas conversas "Mas porque você saiu do Brasil e mudou para Montreal?" Fui pega desprevenida e dei uma tapeada na resposta. Mas depois fiquei pensando nas pessoas que por escolha ou necessidade são transplantadas* para outros lugares, lembrei de uma entrevista que a Leandra Leal para a Marília Gabriela, elas conversavam sobre a possibilidade da atriz morar fora do país e o porque de tal decisão, a resposta não podia ser mais descomplicada, que não existia nenhum motivo em especial, só a vontade de mudar de ares e ela não entendi porque tanto estranhamento dos outros já que o mundo foi feito de pessoas que saíram de um lugar e foram para outro. É tão simples que fica difícil de entender.

*Termo emprestado do livro "Transplante de Menina" da Tatiana Belinky, que foi transplantada aos 4 anos da Rússia para o Brasil.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Isso aqui é um pouquinho do Brasil!



Eu com a minha santa ingenuidade achei que depois de resolver todas as burocracias que um imigrante deve fazer quando chega por aqui, Assurance Maladie, Assurance Sociale, tradução de diplômas, equivalência dos mesmos, palestras de imigração, papéis, formulários, mais papéis, palestras, contrato de celular, contrato de aluguél, etc, etc, etc. pensei que já tivesse resolvido todas as minhas pendências...até que eu descubro que não, claro que falta mais uma, então aproveitando as horinhas livres que eu tive a mais essa semana lá fui eu toda bonita resolver. A burocracia em questão era se cadastrar no Consulado do Brasil em Montreal e pedir a transferência do meu título de eleitor. O cadastro é bom fazer porque SE acontecer algum desastre, castástofre natural ou qualquer coisa nesse sentido(bate na madeira) o consulado tem todos os seus dados e o transferência do título te dá permissão de votar para presidente no consulado e assim a pessoa caridosa para qual você deixou uma procuração no Brasil não precisa justificar o seu voto a cada eleição. O processo foi indolor, nada traumático e relativamente rápido. Para fazer o cadastro e transferir o título você precisa levar no consulado um comprovante de endereço, o título de eleitor, CPF, RG e passaporte, chegando lá é só preencher os formulários e usar a paciência que você desenvolveu com o processo de imigração para esperar a chegada do título por aqui, nada mais, nada menos que 10 meses para o dito cujo chegar, então é bom pedir a transferência com antecedência se você quiser votar nas próximas eleições para presidente.

O Consulado Geral do Brasil em Montreal fica aqui:

1 Westmount Square
(514) 499-0968
Métro: Atwater(saída para Dawson e Westmont Square)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Molho de Tomate

No começo dessa semana fui surpreendida com um pedido da Stéphanie, ela me pediu para ensiná-la a fazer o meu molho de tomate. Fiquei pensando uns dois dias sobre como faço o meu molho de tomate e os pequenos segredinhos que o fazem melhor. Uma das dicas mais precisosas que eu aprendi veio do livro da Marcella Hazan, que o molho de tomate deve ser feito em fogo baixo e que a panela não deve ser tampada, depois pensei no Mirepoix, que é base para molhos, caldos e sopas, feitos a base de cenoura, salsão e cebola, que junta a tradição francesa com a italiana. Depois pensei no pesto e como preciso voltar a fazer o meu em casa porque é muito mais gostoso(e barato, receita logo chega por aqui). Depois pensei nas azeitonas carnudas que eu comprei no Jean-Talon, nas alcaparras, no tiquinho de vinagre balsâmico para dar gosto, nos champignons, sal e pimenta, um fio de azeite de oliva extra-virgem e para finalizar um bom punhado de manjericão fresco e salsinha. Uma taça de vinho e bom apetite...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Homemade Granola e Equivalência de Diplôma

Hoje finalmente, depois de uma longa espera minha "Évaluation comparative des études effectuées hors du Québec" chegou as minhas mãos!! Já estava começando a ficar preocupada com esse documento que não ficava pronto nunca(abri meu dossiê dia 15 de outubro), perdi dois prazos de inscrição no ITHQ(em novembro e março). Fui para a Crèmazie munida de todos os artifícios necessários para passar o tempo(livro, iPod e tricot) e com o humor preparado para perder a tarde inteira lá. Para a minha supresa, fui atendida rapidamente, minha equivalência já estava pronta e já até tinha sido enviada pelo correio para a casa da Jô, mas por algum motivo desconhecido (recebi todos os meus documentos pelo endereço dela) a carta voltou e lá no MICC ficou(desde Janeiro), mas tudo bem, o importante é que essa burocracia acabou e não preciso mais me preocupar com isso e em outubro posso preparar meus documentos para aplicar para o curso, agora é só torcer para ser aceita!

Como sai da Crèmazie muito mais rápido do que estava imaginado, fui até dois supermecados de produtos orgânicos aqui perto de casa para comprar os ingredientes para fazer granola.Quem estiver em Montreal e quiser comprar produtos orgânicos recomendo essas duas lojas, a Bio Terre fica na St-Viateur entre a St-Laurent e Parc, achei a loja um pouco esnobe e o as pessoas que trabalham lá nada simpáticas, mas eles tem uma ótima seleção de orgânicos, frutas, verduras, sucos, sabonetes, shampoo, produtos de limpeza. A outra é menor mas tem uma seleção mais variada de grãos, castanhas, farinhas e é mais barata e os donos são muito, mas muito simpáticos, fica na Avenue du Parc com a Bernard. Com todos os meus ingredientes na mão lá fui eu fazer a minha granola, segui a receita do livro da Rose Bakery, de frutas secas coloquei damasco, maçã, uva-passa e cereja(comprei para experimentar pois nunca tinha visto cereja seca para vender) e coloquei uma pitada de gengibre em pó junto com a canela. Tenho que falar que fiquei com um orgulho danado dela, o café da manhã amanhã vai bom que só.

Homemade Honey Granola

400g (51/2 cups) rolled oats
125g(11/4 cups) whole almonds
100g(2/3 cups) sunflower seeds
100g(3/4 cup) pumpkin seeds
50g(1/3 cups) sesame seeds
1 tablespoon wheatgerm
125ml(1/2 cup) sunflower oil
250ml(1 cup) honey
50g(1/4 cup) brown sugar
vanilla extract
pinch of ground cinnamon
1/2 teaspoon salt
1 handful dried fruits

Preheat the oven to 160ºC. In a bowl, mix together the oats, almonds, seeds and wheatgerm. Put the sunflower oil, honey, sugar, vanilla, cinnamon and salt in a saucepan with 125 ml(1/2 cup) water. Bring just to boil, stiring constantly, then pour over the dry ingredients in the bowl and mix well. If the mixture is too wet add more oats- there should be no excess liquid at the bottom of the pan, and the mixture should be sticky. Spread out evenly on a baking tray and bake slowly for bout 1 hour. Reduce the temperature to 140ºC and continue baking until the granola is golden-about 1 hour. Switch off the oven and leave to dry overnight. When all is cool and ready to eat, add the dried fruit.


Bio Terre Épicerie Santé
201 St. Viateur W.
514.278.3377

Épicerie Mile-End
5710 Avenue du Parc
514.270.3313

quinta-feira, 5 de março de 2009

Cinq Sur Cinq

Cinq mois
Saint-Joseph e Saint-Catherine
Le printemps qui arrive
ITHQ
Avenir qui s'annonce heureux


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Happy Valentine's Day

Pensando no Valentine's Day aqui resolvi dedicar esse post as pessoas que são queridas, então esse post é para comemorar a boa notícia que veio esse mês para Ana e o Lior e para Glaucia, para que a viagem da Lili se realize, para a Ju que veio cá para o Norte mais pertinho com a vantagem de estar no calor tropical, para Marina a minha torcida pelo resultado da Oi, para a Carla andorinha viajante que ela decida vir voar por aqui em Montreal, para Renata, andorinha viajante 2 que venha passar uma temporada por aqui, para o Bruno e seu ouvido paciente muitos cafés e boas conversas e claro Paris, para que a Rô tenha sempre um telefone por perto e pela enorme compreensão, para os novos amigos que o Québec me deu a certeza da escolha, para que as crianças da família, que cresceu nos últimos anos, possam ser crianças por ainda muito tempo, para os Bizonhos que são extesão da família, para o Tio Zé, Tia Maria Lúcia, Marina e Lucas pela sempre calorosa acolhida, e para os meus pais que são pessoas maravilhosas por terem me ensinado a fazer escolhas e por me apoiarem nelas.











terça-feira, 18 de novembro de 2008

O café que virou hambúrger


Esperando que em breve os encontros sejam por aqui....

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Les Québécois travaillent moins

Jean-Michel Nahas, Le Journal de Montréal - [10 de novembro de 2008]

La semaine de 40 heures n’a plus la cote. Fini aussi le traditionnel 9 à 5 à longueur d’année. Les employés québécois veulent des horaires plus souples pour voyager, s’amuser et voir grandir leurs enfants.

«Avant, tu paraissais bien si tu faisais 80 heures, ce n’est plus le cas. C’est le choc des cultures », lance Jean-Claude Gagné, consultant à la Banque de développement du Canada.
Le nombre d’heures travaillées est en baisse constante dans la Belle Province. En 1976, les Québécois bossaient 39 heures par semaine. L’an dernier, ce chiffre a chuté à 35, soit la plus faible moyenne au pays, selon des données de l’Institut de la statistique du Québec. Semaine de quatre ou même trois jours, congés prolongés, travail à domicile : les employés réclament désormais des conditions très avantageuses.
«Les demandes du genre sont de plus en plus grandes. C’est dans l’air», souligne Diane Gabrielle Tremblay, professeure de ressources humaines à la TÉLUQ.
De fait, 28 % des Québécois soufflent davantage grâce à une semaine de boulot moins chargée – entre 29 heures et 36,5 heures hebdomadaires -, selon Statistique Canada. En comparaison, à peine 15 % des Albertains profitent d’un tel privilège.

Flexibilité

Une récente étude de la firme Hewitt et Associés conclut aussi que la flexibilité de l’horaire vient au premier rang des préoccupations des travailleurs au pays.
Les employés issus des générations X et Y seraient-ils fainéants?
«Non, tranche Jean-Claude Gagné. Mais les baby-boomers ont été élevés à la réussite. Ils comprennent mal que les plus jeunes disent : Je fais moins d’heures mais je suis heureux.

«Qualité de vie»

Tout indique que la qualité de vie est désormais aussi importante, sinon plus, que les réalisations professionnelles.
«Quand je n’avais pas d’enfants, je travaillais plus de 60 heures par semaine. Je ne pouvais plus continuer à ce rythme, j’étais beaucoup plus stressée », confie Laure Waridel, 35 ans, qui s’est donnée corps et âme pour fonder l’organisme Équiterre avant de se convertir en travailleuse autonome, diminuant de presque la moitié ses heures d’ouvrage.
«C’est beaucoup plus la norme de voir des gens qui ont des projets personnels et qui ne vivent plus uniquement pour le travail », relate pour sa part Sylvain Vincent, associé directeur pour l’est du Canada chez Ernst & Young.

Phénomène mondial ?

La conciliation grandissante entre le travail, la famille et les loisirs est aussi très en vogue ailleurs dans le monde.
D’après Diane-Gabrielle Tremblay, l’Angleterre, les Pays-Bas et un État d’Australie contraignent les entreprises à accorder la semaine de quatre jours à tous les travailleurs qui en font la demande, en autant que ceux-ci aient un motif valable.
Selon le ministère du Travail, aucun programme du genre n’est dans l’air au Québec.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

1 Mês

Ontem completei meu primeiro mês de Canadá, e não poderia ter comemorado de forma melhor, assinei meu contrato com a Chapters. Estava em êxtase, muito feliz. Para comemorar sai toda prosa para experimentar um bistrô francês que parecia muito charmoso pela internet e que não me decepcionou.

Justine - Bistrô à Vin

4517 rue St-Denis
514.287.2552
Métro: Mont-Royal

sábado, 1 de novembro de 2008

Charpters

Não demorou nem um mês!

Quem quiser dar um pulinho lá esse final de ano terei boas dicas de presentes!

Chapters-Indigo

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Première Démarches - Correndo na primeira semana

Como balanço da primeira semana por aqui posso dizer que imigrante corre muito, mas corre muito, são muitas coisas para resolver e cada uma em um canto da cidade, então a gente vai pipocando de lugar em lugar. Já estou ficando íntima do metro...

Quero deixar aqui o obrigada pela recepção tão carinhosa que tive aqui, ao Juba e Andrea, por terem me salvado quando eu não tinha onde ficar, a Jocelin por ter me recebido tão calorosamente na sua casa, a Família Lapin e suas dicas preciosas, Aninha e Lior pelas muitas risadas, Patrícia e seus sábios conselhos na hora que batia o medo e ao Samuca que logo logo estará por aqui pra gente cair na balada.

Posso falar que aqui tenho a impressão de fazer muito mais coisas e ficar muito menos cansada no final do dia, lembro que em São Paulo nos últimos meses tive muitas burocracias para resolver e lembro de chegar no final do dia muito mas muito mais cansada. Aqui as distâncias são menores então mesmo que você cruze a cidade para resolver alguma coisa, não perde metade do seu dia no trânsito ou fica estressado tentando entrar no vagão lotado do metro.

Outra coisa que me impressionou foi a calma, sinto que as pessoas aqui andam numa tranquilidade não sinto aquele estress ou afobação, tudo muito calmo(por enquanto).


Como eu fiquei um pouco perdida na chegada, sobre os lugares que deveria ir, que documentos deveria tirar primeiro, resolvi escrever aqui o que(e onde) providenciei os primeiros documentos.

1. Assurance Maladie - primeiro documentos que devemos dar entrada quando chegamos por causa da carência de 3 meses. É bom chegar cedo porque é bastante cheio, eu cheguei as 9h30 estava relativamente vazio ainda e saí as 11h30 e estava lotadasso, não tinha lugar para sentar mais. Para tirar a Assurance Maladie você tem que ter um comprovante de endereço, mas se você não tem você tem que levar alguém que seja ou locatário ou proprietário para preencher e assinar um formulário atestando que você está morando com ele. Eles também pedem uma foto, se você não tem pode tirar lá mas custa 8 dólares, achei um pouco caro mas não tinha nenhuma foto 3x4, mas você pode ir em uma loja e pedir uma foto tamanho Assurance Maladie. Leve um livro ou seu iPod e um pouco de paciência para esperar.

425, Boulevard de Maisonneuve Ouest, Bureau 303
Métro: Place-des-arts - sortie Rue Bleury Nord
514.864.3411

2. Assurance Sociale(NAS) - É o equivalente ao nosso CPF. A espera é grande para tirar o NAS, não tem tanta gente quanto na Assurance Maladie mas tem menos atendentes, então demora mais. Eu tirei a Assurance Maladie e fui direto tirar a Assurance Sociale, no final do dia já estava com os dois documentos.

1001 Boulevard de Maisonneuve Est - 2e étage
Métro: Berri-UQAM

3. Escritório de Imigração - Fui marcar o primeiro Rendez-vous para poder assistir as palestras e passar com um agente de imigração.

800, Boulevard de Maisonneuve Est, Rez-de-Chaussé
Métro: Berri-UQAM - Sortie Place Dupuis

4. Preciso começar a equivalência do meu diplôma mais rápido possível, então ontem fui levar os documentos para o tradutor juramentado, eu fiz com o Senhor Antonio Artruso ele me cobrou 155 dólares pela tradução do diplôma e do histórico escolar da faculdade e do ensino médio.

3115, av. Appleton, app.1
514 737-7817
pueblo@sympatico.ca

Mas quem quiser procurar outro tradutor, é só pesquisar no site da Ordre des traducteurs, terminologues et interprètes agréés du Québec (OTTIAQ)

Quando as traduções estiverem prontas, é só levá-las junto com os originais no escritório de Service d'Évaluation Comparative des Études Effectuées Hors du Québec e pagar uma taxa de 105 dólares.

255, Boulevard Crémazie Est, 8e étage, Bureau 801
514.864.9191

4. Celular - Optei por comprar um celular da Koodo, a bem da verdade é que eu fiquei com o maior cagaço de assinar um contrato de 3 anos com uma operadora de celular, eu não pretendo voltar para o Brasil, mas a gente nunca sabe as surpresas que vai encontrar pelo caminho e 3 anos é muito tempo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

AVIS AUX NOUVEAUX IMMIGRANTS

Vous venez de France, d’Haïti, du Zaïre, du Vietnam ou de n’importe quel pays normal. Vous avez immigré au Québec durant l’été. Vous trouvez ça beau. Vous avez adoré le chaud soleil du mois de juillet. Et les couleurs féériques de l’automne. Jeudi dernier, quand vous avez vu la première neige tomber, vous avez été charmé. Une vraie carte postale. Pauvres nouveaux Québécois! Il faut, à tout prix, vous prévenir. Il faut que vous sachiez. L’hiver, ce n’est pas une chanson de Gilles Vigneault. L’hiver, c’est une chanson de Black Sabbath! La petite neige de jeudi dernier, ce n’était pas l’hiver. C’était la fin de l’été. L’hiver, c’est autre chose. Vous n’avez encore rien vu. Et si vous n’êtes pas préparés psychologiquement à faire face à la musique, vous allez disjoncter. Vous allez retourner chez vous! Et comme on vous aime, et qu’on veut vous garder, laissez-moi vous apprendre quelle sera votre dure réalité.

Un matin de la semaine prochaine ou de la suivante, vous allez vous lever, innocent. Vous allez sortir et paf! Ça va vous frapper! Dans les gosses! Le froid! Il va faire moins dix dehors. Avec le facteur vent, moins trente. Votre corps va se demander ce qui se passe. Vous allez regarder autour de vous. Vous allez tenter de trouver des gens pour vous expliquer cette horreur. Mais vous n’allez voir personne. Vous n’allez voir que des manteaux passer. Bien sûr, il y a des gens dedans. Mais vous ne les verrez pas. Tellement ils sont emmitouflés. Vous, nu-tête, avec votre petit imperméable, vous allez vraiment avoir l’aire d’un touriste. Parce que les Québécois de souche savent qu’il n’y a qu’une façon de survivre à l’hiver, c’est de porter plusieurs couches.
Avant de sortir de chez lui, le Québécois de souche met une camisole, une chemise, un chandail, un veston, des caleçons longs, des pantalons, des souliers, des bottes, un manteau en doudoune, un foulard, des mitaines et une tuque. Ça lui prend une heure pour s’habiller, mais quand il sort, il est prêt. Le néo-québécois tarde parfois à adopter cette pratique. Mais habituellement, après sa troisième pneumonie, il se décide à aller acheter son Kanuk. Et il troque le béret pour la tuque.

Transi de froid, vous allez embarquer dans votre Peugeot. Vous allez essayer de la faire démarrer. Elle ne démarrera pas. Elle est gelée, votre Peugeot. Vous allez devoir apprendre à pratiquer le sport national du Québécois : réchauffer son char. Le Québécois passe l’hiver à réchauffer son char. Avant de se coucher, le Québécois démarre son moteur pour être certain que son auto ne sera pas gelée, au matin. Puis, il se lève durant la nuit pour répéter la manœuvre. Et le matin, il se lève deux heures plus tôt. Une heure pour s’habiller. Une heure pour réchauffer son char. Le Québécois ne dort pas de l’hiver.

Après avoir appelé le CAA pour booster votre Peugeot, vous allez finalement arriver au bureau. Bleu et ahuri. Vous allez dire à vous confrères de travail : « Mais c’est épouvantable, c’est la Sibérie, le corps humain ne peut endurer cela. Merde! » Et c’est alors que vos confrères vont vous répondre : « Ça, c’est rien. Attends en janvier! » Et vous allez devenir blanc. Même si vous venez d’Haïti.

Puis, de la fenêtre de votre bureau, vous allez voir la neige tomber. Pas une petite neige folle, comme jeudi dernier. Non. Une vraie chute de neige. Avec des gros flocons, format Club Price. Vous allez trouver ça magique. Enchanteur. Attendez de sortir dehors! Vous allez dire votre premier tabarnak. Vous allez tomber sur le derrière. Parce que vous ne saviez pas que c’était si glissant que ça. Et si vous ne vous êtes pas cassé une jambe, vous allez essayer de retrouver votre Peugeot. Ensevelie sous un tas de neige de dix pieds. Vous allez devoir, pour la première fois de votre vie, déneiger votre automobile. Avec vos pieds. Vous n’aviez pas prévu vous acheter une pelle. Une pelle, dans votre pays, ça sert seulement pour enterrer les gens. Ici, ça sert à tous les jours, pour nous déterrer du banc de neige. Et vous allez voir que la neige ça semble tout léger quand ça tombe, mais ça pèse une tonne rendu au sol. Vous allez vous faire votre première hernie discale. Puis, si par miracle, votre Peugeot accepte de démarrer, vous allez prendre le chemin de votre maison. Vous n’êtes pas rendu! En hiver, quand il neige, conduire c’est du sport. Tout le monde se rentre dedans. Même les Québécois de souche ne se sont jamais habitués à conduire l’hiver. Ils conduisent tout croche. Comme vous. Vous allez sûrement rentrer dans le cul de quelqu’un. N’en soyez pas gêné. C’est normal. Dans quelques secondes, quelqu’un va rentrer dans le vôtre. C’est ainsi. La conduite en hiver, c’est une partouze.

Au bout de trois heures de pare-choc à pare-choc, vous allez finalement arriver chez vous. Dans la chaleur de votre foyer. Après avoir remis vos esprits en place, vous allez avoir le goût de manger au restaurant et d’aller voir un bon film. Cependant, vous avez eu votre leçon. Vous savez quoi faire. Vous mettez un gros chandail de laine. En dessous du manteau d’hiver que vous avez acheté ce midi. Et vous sortez de chez vous. Vous n’aurez pas le temps de faire deux pas. Vous allez paralyser. Vous allez devenir un gros glaçon. Un iceberg. Car, voyez-vous le soir en hiver, on ne sort pas au Québec. À moins quarante, même les phoques restent dans leur bungalow. Tous les Québécois de souche savent ça. Les soirs d’hiver, il n’y a qu’une chose à faire : regarder la télé. Si vous ne souffrez pas d’hypothermie instantanée, vous allez réussir à faire demi-tour. Et à rentrer chez vous. Pour de bon.

Vous allez vous coucher. En vous disant que c’est sûrement exceptionnel. Que demain, ça ira mieux. C’est pas exceptionnel du tout. Ça va être ainsi, à tous les jours, jusqu’au mois d’avril. Cent vingt jours d’enfer froid. Vous êtes prévenu. Un homme averti en vaut deux niaiseux. Il faut, quand même, que je sois honnête avec vous, chers amis immigrants. L’hiver québécois n’est pas exactement comme je le décris dans cette chronique. Il est bien pire! Bon hiver, quand même! Prenez soin de notre pays. Nous, on s’en va en Floride!

Stéphane Laporte
Chroniques du dimanche – La Presse



C'est finit

Depois de:

Quase desistir antes mesmo de abrir o processo achando que tinha algum trampo porque parecia bom demais
10 meses
R$ 3.000 de taxas
Muitos formulários
Sentir todas as emoções possíveis e imagináveis
Noites sem dormir por causa da ansiedade, bem como barras de chocolate comidas por causa dela
Despois de responder a exaustão as perguntas clássicas...1- Você já tem onde morar? 2- Mas você já tem emprego? 3- Mas você conhece alguém lá?
Muita, mas muita espera
Aprender a conjuga o verbo attendre em todos os tempos imagináveis, inclusive o Passé Simple e Subjonctif Plus-que-Parfait
Surpresas e alguns sustos

Hoje meu processo acabou! Fui no consulado pegar o visto! Agora é pegar as malas e ir.......mas e o frio na barriga?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Chegou!


Date/Time

Activity

Location

Details

Aug 15, 2008 11:46 AM


Delivered


st.clair. port. of. spain TT




8:04 AM


On FedEx vehicle for delivery


TUNAPUNA TT




7:38 AM


Int'l shipment release


TUNAPUNA TT




Aug 14, 2008 7:01 PM


Delivery exception


TUNAPUNA TT


Package at station, arrived after courier dispatch

7:01 PM


At local FedEx facility


TUNAPUNA TT




7:00 PM


Int'l shipment release


TUNAPUNA TT




4:10 AM


Departed FedEx location


MEMPHIS, TN




12:16 AM


Arrived at FedEx location


MEMPHIS, TN




Aug 13, 2008 4:32 PM


In transit


CAMPINAS BR




3:57 PM


In transit


CAMPINAS BR




8:46 AM


In transit


CAMPINAS BR




2:49 AM


In transit


CAMPINAS BR




1:19 AM


Left FedEx origin facility


SAO PAULO BR




Aug 12, 2008 3:30 PM


Picked up


SAO PAULO BR

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tudo Azul e As Pequenas Memórias

Quero viver como passarinho
Cantar, voar sem direção
Quando eu quiser construir meu ninho
Hei de encontrar um coração
Por enquanto eu quero viver
Com toda a liberdade
Saltando aqui, pousando ali
Essa é a minha vontade
Não, eu não quero prisão
Para o meu coração, eu não quero
Será bem triste o meu fim
Se eu não conseguir levar minha vida assim

Minha vontade - Velha Guarda da Portela


"Foi nestes lugares que vim ao mundo, foi daqui, quando ainda não tinha dois anos, que meus pais, migrantes empurrados pela necessidade, me levaram para Lisboa, para outros modos de sentir, pensar e viver, como se nascer eu onde nasci tivesse sido consequência de um equívoco do acaso, de uma casual distração do destino, que ainda estivesse nas mãos emendar"

José Saramago - As Pequenas Memórias

Exames Médicos

Ontem passei com o médico credenciado do consulado e fiz os exames médicos. Tudo correu de acordo com o previsto. Marquei a consulta com o Dr. Jorge João Leite que fica na Rua Sergipe, acho que os 15 minutos da consulta foram os 15 minutos que mais me custaram na vida, a bagatela de R$230,00. Eu sabia que seria mais ou menos assim, mas não pude deixar de ficar um pouco indignada, uma vez que ele começa a consulta fazendo as perguntas do formulário do consulado, perguntas muito plausíveis como:

"Você é viciado em drogas" - claro que respondi não, mas o diabinho dentro da minha cabeça dizia - Gato você acha mesmo que alguém vai falar que é viciado em drogas, tipo claro que sou, acabei de cheirar uma carreira na recepção, só perco para a Kate Moss.

"Você faz uso de alcóol?" - na hora pensei, Meu Deus, não posso falar que não porque não é verdade, mas se eu falar que sim vão pensar que eu sou uma alcólatra, falei que sim, ele perguntou com que frequêcia, meu sei lá com que frequência eu bebo falei que era muito esporádico, falei pronto agora ele não vai acreditar em mim.

"Você esteve em contato com alguém com turbeculose?" - que eu saiba não(respondi não), mas realmente todo mundo que você conhece se apresenta - Oi eu sou Fulano de tal e eu tenho turbeculose

"Alguém da sua família precisa de transplante?" - Hum, não...mas a família é grande e tem gente que eu nem conheço, sei lá se alguém aparece precisando de um rim, nunca se sabe

Tudo isso é brincadeira, só tentando ver o lado engraçado dessa situação cheia de estresse e expectativa, e que tem lá seus absurdos.

sábado, 2 de agosto de 2008

Chegou!

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ela iria chegar, estava controlando a ansiedade ao máximo e só desejando que ela chegasse no prazo estipulado.

Para minha surpresa, hoje chego em casa depois de ir até São José dos Campos prestar o Toefl, e ela estava lá, em cima da mesa.

Minha carta com o pedido de exames médicos chegou hoje! Com 2 meses de antecedência, quase tive um negócio quando vi o envelope(pensei que pudesse ser outra carta pedindo documentação).
O visto está cada vez mais perto. Segunda vou marcar o médico.

sábado, 5 de julho de 2008

Um Belo Dia Resolvi Mudar


Essa semana meu processo federal completa 3 meses. As vezes eu não acredito que passou tão rápido outras vezes queria poder fechar os olhos e acordar em Outubro com o visto na mão e a passagem comprada, com data certa para ir.

Como não tem nada que eu possa fazer para acelerar esse processo e essa ansiedade só vai me fazer é mal, resolvi seguir um conselho que li no blog da Sandra, de passar o máximo de tempo possível com as pessoas que gostamos, parece uma coisa tão simples e tão óbvia, mas eu estava tão envolvida com as pesquisas nos últimos meses que estava esquecendo que deixar as despedidas para o final vai deixar esse processo muito mais difícil do que ele já é.

Por isso peguei minha malinha e fui para São Sebastião, aproveitando que era naiversário de um ano da minha priminha Marina, resolvi ficar por lá alguns dias...e não poderia imaginar que me faria tão bem, é bom arejar a cabeça e falar de outros assuntos. Passei o máximo de tempo possível com as minhas priminhas, voltei completamente apaixonada pela Helena, que é uma das crianças mais encantadoras que já conheci, um dos dias eu estava de bobeira no sofá, meio dormindo ela virou para mim e disse "Ariane...prima, acorda pra vida". Roubou meu coração.

Aproveitei também para visitar a minha avó viajante que por sorte estava por lá esse final de semana. Voltei para casa com uma colcha de retalhos maravilhosa que ela fez pra mim, a tempos que essa colcha estava pronta, mas ainda não tinha tido oportunidade de ir buscá-la. Dei uma abusada da boa vontade da minha avó e levei retalhos que trouxe de Paris para uma segunda colcha, espero que fique pronta antes da minha partida porque pretendo levar comigo. Adoro colcha de retalhos, quando eu era bebê minha bisavó fez uma colcha para mim que eu tenho até hoje e é de estimação, agora tenho uma feita pela minha avó.

A ida pode estar longe ainda, mas eu sinto que as despedidas já começaram.