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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Bacalhau com Natas




Já faz um tempo que eu estava procurando bacalhau por aqui, nunca achava postas só o peixe inteiro, até que resolvi perguntar na peixaria(que é de um português) se eles sabiam onde eu poderia encontrar bacalhau em postas, a resposta veio melhor do que eu esperava, ali mesmo eles tinham o peixe que eu tanto queria.

O bacalhau aqui vem da Nova Scotia e custa bem mais barato do que no Brasil, o quilo sai por aproximadamente CAN$ 15.00. Comprei um pacotinho de 480g e resolvi experimentar a receita de "Bacalhau com Natas".

Fuxicando na internet achei uma receita que me pareceu bastante confiável no Tasca da Elvira, blog escrito por uma portuguesa de Açores que também escreve o Elvira's Bistrot. Achei também esse post sobre "Bacalhau com Natas" muito interresante, com uma pincelada sobre a história de Portugal.

Para acompanhar o bacalhau fiz uma "Salada de Pêras com Parmesão, receita da maravilhosa revista portuguesa Blue Cooking que eu descobri muito por acaso na Satélite, numa das minhas idas à São Sebastião.

A salada é feita assim, em forno preaquecido a 180ºC asse as pêras cortadas ao meio até ficarem macias(uma pêra por pessoa), no prato de serviço coloque um punhado de rúcula, as duas metades de pêra e polvilhe com lascas de parmesão. Na hora de servir, regue com vinagrete feito com azeite e suco de limão, na proporção de 3 partes de azeite para uma parte de suco de limão, sal e pimenta-do-reino moída na hora e um punhado de sementes de mostarda.

Para sobremesa fiz Pudim de Leite Condensado, receita do Panelinha. Pra quem não tem leite condensado à mão, a versão francesa, Crème Caramel é bastante semelhante, eu não tinha a quantidade suficiente de ovos para fazer a receita então ataquei as duas últimas latas de leite condensado que eu tinha na despensa.



Vai lá:
Poissonerie Antoine
5020, Avenue du Parc (c/ St-Joseph)
(514) 278.8749

Bacalhau com Natas

500 ml de leite
600g de bacalhau em postas dessalgado
200 ml de creme de leite
3 dentes de alho
1 folha de louro
800g de batata cortadas em cubos
2 cebolas cortadas em rodelas
100 ml de azeite
40g de manteiga
50g de farinha de trigo
noz-moscada
sal e pimenta-do-reino

Numa panela coloque o leite, o alho, a folha de louro e o bacalhau. Leve ao fogo até levantar fervura, retire do fogo, tampe a panela e reserve.

Frite os cubos de batata em um pouco de óleo e reserve. Limpe as postas de bacalhau retirando a pele e os espinhos. Peneire o leite e reserve.

Refogue a cebola no azeite, acrescente as batatas e o bacalhau desfiado. Acerte o sal se necessário e tempere com pimenta-do-reino. Preaqueça o forno a 220ºC.

Numa penela derreta a manteiga, acrescente a farinha e misture bem, acrescente o leite aos poucos, coloque uma pitada de noz-moscada e deixe o molho engrossar mexendo sempre para não empelotar. Retire do fogo e acrescente o creme de leite.

Coloque o bacalhau num refratário e cubra com o molho béchamel. Leve ao forno até ficar dourado.

Crème Caramel
do livro "Cooking French"

100g de açúcar
650 ml de leite
1 fava de baunilha
125g de açúcar
3 ovos batidos
3 gemas

Para fazer o caramelo coloque 100g de açúcar numa panela e leve ao fogo médio até o açúcar dissolver, retire do fogo e adicione 2 c. de sopa de água. Coloque numa fôrma de pudim.

Preaqueça o forno à 180ºC. Coloque o leite e a fava de baunilha numa panela e leve ao fogo até ferver. Numa tigela misture os ovos, as gemas e o açúcar, adicione o leite(passe por uma peneira). Misture bem. coloque na fôrma. Asse em banho-maria por 35-40 minutos até o pudim ficar firme ao toque. Retire do forno e deixe esfriar, leva à geladeira por 2 horas e desenforme na hora de servir.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

London is Lovely So







Cinque Terre

Cinque Terre foi um dos lugares mais bonitos que eu visitei na Europa. São 5 pequenas vilas que são patrimônios da humanidade, protegidas pela UNESCO, os vilarejos são interlados por uma trilha, então caminhando(com uma vista estonteante para o mar) vamos passando de uma vila a outra, cada qual com seu charme particular. Passei por lá por acaso, tinha lido sobre o lugar em uma revista de viagem e guardado o artigo, mas no meu itinerário original não teria tempo de passar por lá, depois de passar um mês na Espanha e perceber que tinha muito mais tempo do que imaginava, mudei o roteiro e assim decidi passar em Cinque Terre depois de alguns dias no sul da França, a caminho de Florença que foi a minha porta de entrada na Itália, que depois me levou a Grécia que agradeço por ter tido a sorte de conhecer.




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Livros

Desde que eu me começo por gente tenho uma relação muito próxima com os meus livros. Quando eu era criança, ia com os meus pais até o aeroporto de Congonhas no sábado à noite esperar o jornal de domingo chegar na Laselva, eu ficava sentada no chão entretida com os gibis e com os livros para crianças.
Ir à Livraria sempre foi um programa de família, íamos sempre e ficávamos horas por lá e sempre na hora de pagar meu pai me perguntava se eu queria levar alguma coisa e eu claro sempre achava algum livro interessante que me despertasse a vontade de ler.
Lembro da minha mãe lendo para mim antes de dormir, lembro de sempre escolher a história mais longa para ficar mais tempo acordada, hoje penso na minha mãe e na sua enorme paciência para contar inúmeras vezes as mesmas histórias.
Quando eu entrei na faculdade e comecei a virar gente que sabe mais ou menos do que gosta lembro que meu pai falou que eu deveria começar a fazer a minha biblioteca e eu ouvi seu conselho, a cada semestre selecionava os livros da bibliografia de cada matéria que eu gostaria de ter e assim pouco a pouco fui montando a minha seleção de livros de comunicação e artes. Aí decidi que queria fazer francês e lá fui eu me matricular na Aliança, assim começou uma nova etapa da biblioteca com gramáticas, dicionários e livros em francês. Depois veio o meu interesse repentino por gastronomia e outra leva(grande) de livros.
E a minha biblioteca crescia e eu tinha orgulho quando olhava para estante toda arrumada por temas e tamanhos, as vezes ficava passando o olho pelos livros só para ver se eu lembrava da história de cada um deles.
Mas aí veio a minha decisão de ir para o Canadá e a impossibilidade de levar todos os livros para lá e veio o luto...Meu Deus como vou ficar sem meus livros? A princípio pensei, imagina vou vender no sebo? Não vendo, não dou, ninguém tasca nos meus livros. Isso durou bem pouco e logo vi que o melhor seria mesmo passá-los à diante. Dei alguns para amigos, o que me fez sentir uma grande satisfação por saber que mais alguém iria ler aquele livro dado com carinho e selecionado como presente a dedo, outros eu vendi no sebo, o que não me deu satisfação, mas me trouxe alguns reais.
Na minha festa de aniversário, ainda tinha muitos livros que pretendia dispor, então cada um dos meus amigos selecionou livros que queria levar para casa e todos saíram daqui com livros debaixo do braço.
Ver aqueles livros indo embora me deu um enorme prazer e felicidade, meu luto por ter que deixar meus livros terminou ao ver os meus livros queridos sendo levados por amigos que são ainda mais querido e por saber que serão lidos novamente e queridos por um novo dono.
Então aos meus livros eu desejo muitos novos leitores pois como escreveu Castro Alves

Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto -
As almas buscam beber...
(...)
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva --que faz o mar.

sábado, 5 de julho de 2008

Um Belo Dia Resolvi Mudar


Essa semana meu processo federal completa 3 meses. As vezes eu não acredito que passou tão rápido outras vezes queria poder fechar os olhos e acordar em Outubro com o visto na mão e a passagem comprada, com data certa para ir.

Como não tem nada que eu possa fazer para acelerar esse processo e essa ansiedade só vai me fazer é mal, resolvi seguir um conselho que li no blog da Sandra, de passar o máximo de tempo possível com as pessoas que gostamos, parece uma coisa tão simples e tão óbvia, mas eu estava tão envolvida com as pesquisas nos últimos meses que estava esquecendo que deixar as despedidas para o final vai deixar esse processo muito mais difícil do que ele já é.

Por isso peguei minha malinha e fui para São Sebastião, aproveitando que era naiversário de um ano da minha priminha Marina, resolvi ficar por lá alguns dias...e não poderia imaginar que me faria tão bem, é bom arejar a cabeça e falar de outros assuntos. Passei o máximo de tempo possível com as minhas priminhas, voltei completamente apaixonada pela Helena, que é uma das crianças mais encantadoras que já conheci, um dos dias eu estava de bobeira no sofá, meio dormindo ela virou para mim e disse "Ariane...prima, acorda pra vida". Roubou meu coração.

Aproveitei também para visitar a minha avó viajante que por sorte estava por lá esse final de semana. Voltei para casa com uma colcha de retalhos maravilhosa que ela fez pra mim, a tempos que essa colcha estava pronta, mas ainda não tinha tido oportunidade de ir buscá-la. Dei uma abusada da boa vontade da minha avó e levei retalhos que trouxe de Paris para uma segunda colcha, espero que fique pronta antes da minha partida porque pretendo levar comigo. Adoro colcha de retalhos, quando eu era bebê minha bisavó fez uma colcha para mim que eu tenho até hoje e é de estimação, agora tenho uma feita pela minha avó.

A ida pode estar longe ainda, mas eu sinto que as despedidas já começaram.