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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Você tem Fome de Que?

As refeições dessa semana:

Terça-Feira e Quarta-Feira


A foto vale mais que mil palavras, essa torta é divina.


Torta de Frango
do livro "Brésil - La Cuisine de ma mère"

- para massa:
50g de manteiga em temperatura ambiente
2 c. de sopa de óleo de canola
200g de farinha de trigo
2 ovos
1 c. de café de sal
1 c. de sopa de fermento em pó

- para recheio:
350g de peito de frango
30g de manteiga
100 ml de leite
1 c. de sopa rasa de farinha de trigo
1 ovo batido
1/2 cubo de caldo de frango
220g de palmito
10 azeitonas verdes
sal e pimenta-do-reino

1. Numa tigela, misturar bem a manteiga e o óleo. Adicionar aos poucos a farinha, o sal e o fermento. Adicionar os ovos, um a um e misturar com os dedos até obter uma massa homogênea. Deixe descansar por 30 minutos.

2. Numa frigideira, grelhe com filés de frango em 15g de manteiga até ficarem dourados. Retire do fogo e desfie.

3. Numa panela refogue a cebola em 15g de manteiga, acrescente o cubo de caldo de frango dissolvido em 100 ml de água. Adicione o leite e a farinha e mexa com uma colher de pau. Deixe cozinhar em fogo baixo até engrossar. Acrescente o ovo e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Incorpore o frango desfiado. Retire do fogo, acrescente as azeitonas e o palmito. Acerte o sal e a pimenta se necessário.

3. Preaqueça o forna à 210ºC. Abra a massa e coloque numa assadeira redonda de aproximadamente 26 cm untada com manteiga. Coloque o recheio e leve ao fogo por 40 minutos.

- eu acrescentei meia lata de milho-verde no recheio da minha torta.

Quinta-Feira

Antipasto ou Panache, para os íntimos, é uma ótima maneira de fazer um jantar rápido e saudável. Eu faço de acordo com os legumes que eu tenho na geladeira, o trio completo é composto de beringela, abobrinha e pimentão. Champignons e cebola roxa fazem uma boa variação.

Para não falar que é "super fácil de fazer" porque todo mundo tira uma com a minha cara, o preparo do Antipasto é bastante simples, os legumes devem ser cortados em fatias finas na sentido do comprimento, depois devem ser grelhados numa frigideira anti-aderente preaquecida em fogo alto. Depois de grelhar todas as fatias é só temperá-las como uma salada com azeite, sal e pimenta-do-reino moída na hora. Eu fiz também uma salada de mussarela de búfala com tomate e molho pesto e comi uma uma baguete.

Perfeito para a fome pós aula da yoga.

Eu tirei foto do meu Antipasto, mas ela não ficou boa, aqui no La Cucinetta a foto é linda e a Ana Elisa explica como ela faz o dela.

Sexta-Feira

Estava namorando essa receita desde que comprei o livro "Good Food for All"(a foto dá água na boca), como só usei metade do frango que comprei para fazer a torta de frango da terça, resolvi usar a outra metade para fazer os hambúrgeres, como eu fiz também as abobrinhas gratinadas, eu não preparei a coalhada. Achei a receita uma ótima opção ao hambúrger de carne vermelha, já que o frango orgânico custa um tantinho mais barato que a carne orgânica.

As abobrinhas gratinadas são deliciosas, a textura é um pouco parecida a de um suflê, é bem levinho e um ótimo acompanhamento.

Hambúrger de Frango com Coalhada de Hortelã
do livro "Good Food for All"

1 kg de frango moído
1 cebola pequena picada
3 dentes de alho picados
um punhado de salsinha +cebolinha picada
2 ovos
1/3 a 1/2 xíc. de farinha de rosca
sal e pimenta-d0-reino
2 colheres de za'atar
1 xíc. de coalhada seca
1/4 xíc de hortelã picada
suco de 1/2 limão

Numa tigela misturar o frango, cebola, alho, salsinha, ovos, 1/3 da farinha de rosca e o za'atar. Tempere com sal e pimenta-do-reino e misture tudo com as mãos até formar uma mistura homogênea. Modele os hambúrgeres e grelhe numa frigideira anti-aderente.

Tempere a coalhada com sal e pimenta-do-reino, misture o suco de limão e o hortelã.

Sirva em pão de hambúrguer com salada.


A receita para fazer coalhada seca está aqui.

Abobrinha Assada
do livro "Good Food for All"

2 c. de sopa de azeite
1 abobrinha grande
3 xíc. de mussarela ou cheddar ralado
2 c. de chá de fermento
1 c. de chá de sal
1/2 c. de chá de pimenta-do-reino moída
3 c. de sopa de farinha de trigo
1/2 xíc. de leite
4 ovos

Preaqueça o forno à 180ºC. Unte um refratário com azeite. Rale a abobrinha e coloque no refratário, espalhe o queijo ralado. Numa tigela misture o fermento, sal, pimenta-d0-reino e farinha, adicione os ovos e o leite. Espalhe sobre as abobrinhas. Asse por 35 minutos até ficar dourado. Deixe esfriar um pouco e sirva a seguir.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Brasil - O Suco


Conversa na lanchonete perto do trabalho quando fui comprar o meu café da manhã, pouco antes de ir para o Brasil:

Eu: ...eu vou pegar também um suco de laranja
Moço: feito na hora ou Tropicana
Eu: quão fresco é o suco feito na hora?
Moço(tirando uma com a minha cara): muito fresco a gente vai pegar as laranjas no pé pra fazer
Eu: da onde eu venho suco fresco é aquele que você toma assim que termina de espremer as laranjas, você sabe né depois de 15 minutos o suco já começa a oxidar...
Moço: Mas ele dura dois dias
Eu: eu vou pegar uma garrafa de Tropicana....

Não preciso nem falar que eu me acabei no suco de laranja fresco no Brasil, 2 dias imagina que gosto horrível esse suco não deve ter...afif prefiro não comentar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Arroz Branco, Farofa e a Malagueta


Quem acompanha as minhas experiências culinárias já leu que eu tenho uma vizinha fiel, que é a desgustadora oficial dos pratos que eu preparo(ela reclama que tudo que a gente faz tem comida no meio, mas fazer o que né, arrumou uma vizinha chef wanna be tem dessas coisas).

A vizinha é daquelas que come com prazer, experimenta de tudo, daquelas pessoas que dá gosto cozinhar sabe? Ela tem muitos talentos, mas o dote da culinária não é um deles, esse departamento fica a cargo do namo, que é moço prendado que só na cozinha(esse é pra casar, hein vizinha). Ontem ela me ligou, estava com essas vontades que não passam de comer arroz com feijão, me convidou para jantar, por causa da yoga tive que recusar o convite, mas como é a vizinha eu pedi na cara de pau mesmo uma quentinha...não podia de forma alguma ficar sem um arrozinho com feijão, com contar a farofa, ah a farofa de banana, uma delicía. Ultima vez que comi essa iguaria na casa da vizinha bati dois pratos de pedreiro, me acabei, tirei a barriga da miséria(1 ano em Montréal e nunca fiz arroz com feijão em casa).

Viu vizinha, você pode não ser a cozinheira das mais prendadas, mas você é a melhor companhia para se ter na cozinha para um tricot e na sua casa tem o melhor arroz com feijão e farofa de Montréal.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Seja a Mudança Que Você Quer Ver no Mundo


Tenho lido muitos livros que fazem parte da sessão "Writers on Food" na livraria. Comecei com os livros da Ruth Reichl, editora-chefe da Revista Gourmet, que durante dez anos foi a crítica de restaurantes do The New York Times. Os livros são uma delícia, escritos como uma autobiografia que tem a gastronomia como fio condutor, são fascinantes, dos três livros o primeiro Tender at the Bone foi o que se destacou para mim, ele conta as histórias da infância, como os gostos ajudam a formar a lembraça afetiva das pessoas que serão importantes para nós no futuro.

Procurando outro livro da mesmo sessão para ler, Animal, Vegetal, Miracle chamou uma atenção, o texto da contra-capa dizia que o livro era o relato da família Kingsolver sobre o ano que eles se propuseram a comer somente produtos cultivados por eles na fazenda onde vivem ou de produtores locais, resolvi ler porque estava cética em relação a proposta, seria mesmo possível? O livro se mostrou revelador, um dos melhores que li esse ano(e olha que o ano ainda não acabou e eu já li 17 livros até agora), o relato é tão honesto e sincero que me fez repensar muitas das minhas atitudes quando entro num supermecado para fazer compras, foi quando eu percebi a big picture, que o dinheiro que gastamos com alimentação tem um impacto enorme na comunidade em que vivemos.

E
ssa matéria que saiu na Times é bem interessante para quem quer saber mais sobre sustentabilidade na alimentação, ela pode servir de trampolim para o livro do Michel Pollan In Defense of Food que trata desse assunto. Está na minha lista de espera para ser lido, para fechar o assunto, pelo menos em termos de bibliografia, o The End of Food que trata dos problemas da indústria da alimentação.

Repensado os hábitos alimentares cada um de nós pode ser a mudança que o mundo precisa, ficam as dicas de leitura.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Le Fil d'Ariane

Outro dia estava trabalhando no departamento dos livros em Francês na livraria e um cliente chegou, olhou para o meu crachá e disse: "Ariane, comme le fil d'Ariane"...eu no hora não entendi, cheguei em casa e fui para o google pesquisar o significado e para a minha surpresa(não imaginava mesmo, sempre soube que Ariane era um programa espacial Francês) Ariane é uma das deusas da mitologia grega:

Ariadne ou Ariane é a filha de Minos, rei de Tebas.

Apaixonou-se por Teseu quando este foi mandado a Creta, voluntariamente, como sacrifício ao minotauro que habitava o labirinto construido por Dédalo e tão bem projetado que quem se aventurasse por ele não conseguiria mais sair.

Este amor foi retribuido, e Ariadne deu uma espada para que Teseu enfrentasse o Minotauro e um novelo de linha pra que ele pudesse achar o caminho de volta. Teseu saiu vitorioso, e partiu de volta à sua terra com Ariadne.

No caminho de volta passaram em Naxos onde Teseu abandonou-a adormecida. Ao acordar, vendo-se sozinha, Ariadne se desespera. Vênus, ao perceber seu desespero, se apieda de Ariadne e promete a ela um amante imortal, em lugar do ingrato mortal que tivera.

Naxos era a ilha preferida de Baco, filho de Júpiter e Sêmele, e lá foi deixado depois de ter sido capturado por marinheiros. Encontrando Ariadne em seu desespero, Baco a consola e a toma como esposa.

Dá a ela uma coroa de ouro como presente de casamento, cravejada de pedras preciosas que ele atira ao céu quando Ariadne morre e, conservando sua forma, se tornam estrelas (Corona Borealis) brilhantes entre Hércules ajoelhado e o homem que segura a serpente.

domingo, 9 de agosto de 2009

A Gente Vai Levando

Texto do Blog da Rita Lobo

Era a primeira vez que ele jantava no Spot. Mas isso já faz tanto tempo que o rapaz nem se lembraria daquele jantar. Tinha caído de pára-quedas naquela mesa e não parecia querer esconder que estava maravilhado com o lugar, com as pessoas e até com a comida. Recém-chegado do interior, ele não conseguiu segurar o comentário: “Puxa vida, sabendo levar, São Paulo é melhor que Nova York, né não?” O amigo dele, que cresceu na casa colada com a dele, mas vivia em São Paulo há tantos anos, resmungou bem baixinho, em tom sarcástico e com uma pitada de reprovação: “Nossa, mas precisa saber levar muito bem, hein?”

Achei a frase engraçada. E passei a usá-la com freqüência. Mais em pensamento do que em voz alta. E, boa parte das vezes, com sentido oposto. Como diria o meu pai, fazendo chacota. Uma década depois, porém, a frase resolveu invadir a minha cabeça durante o fim de semana todo. E, na maioria das vezes, no sentido original.

Na sexta-feira, meu marido e eu estávamos nos preparando para sair quando Gabriel, que já está com quase 5 anos, perguntou se poderia ir jantar conosco. Um pedido incomum. Decidimos levá-lo. Fomos andando até o Le vin, restaurante que se encaixa na categoria sabendo-levar-São-Paulo-é-melhor-que-Paris. Gabriel já tinha jantado (eram 9 horas da noite), mas queria comer batatas fritas. E as batatas fritas de lá são realmente deliciosas. Antes mesmo de escolher uma taça de vinho para mim, pedi ao garçom que comandasse rapidinho a batata do meu filho. Ele voltou para tirar o pedido das bebidas com as fritas já em mãos. Em seguida, colocou na mesa o couvert: pão, manteiga e patê de fígado de galinha. “Mamãe, o que é isso? É para comer com o pão ou com a batata?” Espalhei um pouquinho de patê no pão, mas bem pouquinho, pois estava certa de que teria de pegar um guardanapinho de papel para ele cuspir.

“Gostou, Gabriel?” Ele respondeu que achou uma delícia e enfiou uma batata no potinho de patê. Assim, numa sexta-feira, como outra qualquer para nós, e especial para o Gabriel, que jantava num restaurante francês pela primeira vez, nasceu o gosto dele por batata frita com patê de fígado de galinha. Nada mal, aliás.

Pedi minha taça de vinho, mas não sem antes deixar de reparar que o rapaz que sempre nos atende mudou o penteado: ele ficou com cara de garçom francês! E, naquele momento, mesmo sem ter tomado a taça de vinho, um pedaço de mim concluiu que, sabendo levar, São Paulo estava melhor que Paris.

Sábado acordou ensolarado. Eu acordei da escuridão de um pesadelo que prefiro nem pensar. Levantei, fiz alguns telefonemas, e estavam todos vivos. Depois liguei para a minha amiga Fernanda e combinamos que levaríamos as crianças para tomar café conosco antes de irmos conhecer a Livraria da Vila, recém-inaugurada na Al. Lorena. Entramos no Suplicy e demos de cara com um casal de amigos que encontrou com uma amiga que iria se encontrar com um amigo. Quase um episódio de Friends. E, por um único segundo, pensei que, sabendo levar, São Paulo é melhor que Nova York. Tomamos um bom café, comemos muffins, tomamos mais café e fomos andando até a livraria.

Sabíamos que o piso inferior era dedicado às crianças, mas custamos a chegar lá. Livros, sofás, mais livros, conhecidos, uma amiga, aquele livro que há tempos estava procurando. “Posso deixar separado no caixa?” É a minha mania de perseguição que acha que alguém vai comprar o livro antes de mim. Não que fosse o último, mas... Descemos a escada e os olhos das crianças começaram a brilhar. Pufes coloridos gigantes, um teatrinho com cortina estampada, todos os livros do mundo só para eles e ninguém para impedi-los de brincar. O meu irmão chegou com a minha cunhada e a minha sobrinha Rosa. As crianças ficaram brincando e os adultos foram voando para o andar de cima. Um céu de livros nos esperava. Fui catando, um a um, todos os que eu queria folhear e, num instante, uma pilha se formou nos meus braços. Meu irmão e eu nos sentamos e ficamos praticando leitura dinâmica e conversando ao mesmo tempo. Naquele momento, não pude deter a sensação de que, sabendo levar, São Paulo é melhor que Londres. Ok. Também não vamos exagerar. Mas, um sábado tranqüilo e ensolarado traz esperanças. E a gente vai levando, a gente vai levando essa vida.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Tempo disponível: não tenho tempo

Meus posts aqui no blog estão bastante esporádicos ultimamente, a verdade é que eu estou sem tempo e sem cabeça para pensar em assuntos legais para colocar aqui. Conto porque, há duas semanas, usando o pretexto da crise o head-office da Indigo mandou a ordem para as lojas cortarem as horas. Meio do nada os horários viraram do avesso e a redução afetou muita gente, inclusive eu que tive que dar adeus ao meu adorado horário de domingo a quinta das 9h00 as 16h00 e correr atrás de outros turnos para compensar os que eu perdi. No fim consegui completar as minhas horas e nesse sentido não fui preudicada, mas comecei a trabalhar no departamento que eu mais detesto, no Mezzanino onde ficam as revistas. Eu que já estava totalmente confortável com o subsolo comecei de novo por um treinamento e agora tenho que aprender como as coisas funcionam por lá. Com a novo horário veio também a bagunça com os meus dias de folga, outra coisa que demora para ajustar e as vezes as semanas ficam bizarras, como por exemplo essa semana, que para mim será de 8 dias até a minha próxima folga(comecei segunda e vou até terça sem parar). Quando a minha cabeça está assim meio turbulenta fico sem idéias de post para o blog, antes eu carregava um caderninho e toda vez que pensava em alguma coisa interessante escrevia um tópico, cheguei até a escrever posts inteiros nos lugares mais inusitados, mas para isso preciso estar com a cabeça tranquila e no momento estou tentando incorporar a nova rotina. Petit à petit a gente chega lá.

Mudando de assunto, a mais de uma semana que o site bacaninha, mão na roda para colocar música no blog estava fora do ar para fazer upload e eu querendo subir músicas para colocar aqui, já tinha desistido quando hoje passei por lá, just in case e o upload estava funcionando novamente. Para comemorar aqui vai uma música da Nina Simone que tenho escutado bastante depois que desenterrei do limbo que está a minha pasta de músicas. A "Esse seu olhar" é para fechar o post sobre a Diana Krall cantando em português, essa é a versão original cantanda pela Nara. A "Paula e Bebeto" voltou a tocar no meu iTunes depois que a coloquei no playlist do último jantar aqui em casa.



sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tendance, la cuisine maison

Les Canadiens renouent avec leurs casseroles, si l’on en croit les chiffres compilés dans le rapport 2008 Eating Patterns in Canada. Ce sondage annuel, réalisé par la société d’études marketing NPD Group, indique que 88 % des Canadiens ont l’intention de moins fréquenter les restaurants cette année et de plutôt cuisiner à la maison.

Ce n’est pas tout. Des repas préparés à la maison, la proportion de ceux nécessitant moins de 15 minutes de préparation a chuté de 3% depuis 2004. Au cours de la même période, la proportion des repas requérant de 16 à 30 minutes de préparation est passée de 3 à 36%.

L’émergence des «gastrosexuels»

Plus qu’une simple conséquence de la crise économique qui force les consommateurs à repenser leurs dépenses, Jordan LeBel, professeur en marketing à l’Université Concordia, voit dans cette tendance un écho de la popularité que connaissent les émissions culinaires.

«On a aussi vu émerger, ces dernières années, les “gastrosexuels” : ces hommes qui ne voient plus la cuisine comme une corvée, mais comme un plaisir et un moyen de séduire la gent féminine», affirme M. LeBel, qui est aussi spécialiste de l’alimentation.

En outre, l’industrie de l’alimentation a mieux réussi à s’adapter au rythme de vie contemporain, croit Diane Chagnon, nutritionniste à l’Université de Sherbrooke : «Les livres de cuisine mettent l’accent sur la simplicité, beaucoup moins sur les repas élaborés pour épater les amis.»

La populaire mijoteuse

Le succès de la mijoteuse est aussi à signaler. Les épiceries comptent maintenant une section d’aliments surgelés qu’il suffit de placer dans son appareil à la maison avant de partir au travail. Plus de 1,5 million de Canadiens mangeraient un repas préparé à la mijoteuse chaque semaine, selon l’étude de NPD Group.

Selon Mme Cha­gnon, la tendance à la cuisine maison est des plus encourageantes. Les plats cuisinés chez soi sont en général plus sains et plus variés que ceux qu’on achète sur le pouce. Ils sont aussi propices à une meilleure cohésion familiale. «Tous les efforts faits pour éviter que chacun réchauffe son plat surgelé au four micro-ondes et le mange devant la télé constituent un pas dans la bonne direction.»


Métro, Mardi 7 avril 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Reforma

Hoje lendo o blog do Antonio Prata, morri de dar risada com esse texto sobre reforma. Lembrei de quando nós mudamos de apartamento em 2006, o prédio era novo então era reforma para todo lado, a hora que acabava uma pipocava outra, e eu que tenho horror a reforma, rezando para que os apartamentos ficassem logo do agrado de seus proprietários para poder curtir o apê novo e claro o silêncio e a tranquilidade de viver sem ter uma reforma de vizinha. Para lembrar como é bom viver longe dos sons das marretas.

Marretadas

Por Antonio Prata

Então Deus, cansado dos meus pecados, resolveu punir-me: enviou uma obra ao apartamento de cima. Faz alguns dias que salto da cama, apavorado, sob a orquestra de marretadas, crente que é a célula paulistana da Al Qaeda que acaba de entrar em atividade. Deus, ao que parece, mandou trocarem o piso. Inteirinho.

Os marreteiros do Senhor não brincam em serviço, foram treinados nos porões (ou sótãos) da ditadura - de todas as ditaduras. Derrubaram paredes em Sodoma e Gomorra, prestaram serviços a Torquemada, foram agentes duplos da CIA e da KGB. São hábeis em fazer a quebradeira da pior maneira possível: sem ritmo. Tum, tum, tum...., eles batem, você espera que a próxima nota seja tum, mas vem então uma pausa e... Tuntum. Tum-Tum, Tum-Tum – você vai se acostumando e... Tum-tá-tum!

O ser humano é capaz de suportar qualquer coisa, desde que faça sentido, e não há sentido mais antigo, impresso nas primeiras folhas do livro de nossa memória, do que o ritmo. Ritmo do coração de nossas mães, quando ainda boiávamos em líquido amniótico; ritmo que reaparece nas músicas de ninar, logo depois, insinuando que nem tudo está perdido, ritmo que buscamos nas rimas e na métrica da poesia, ritmo que adicionamos à mesma granola, toda manhã, ritmo que ouvimos por trás do boa noite do William Bonner, ritmo que nos alegra só por aparecer sete vezes no mesmo parágrafo, pois se tudo se repete, por que a vida também não?

Onde há sentido, há salvação. Mas com os marreteiros de Javé não há salvação. Não há padrão. É o código Morse do Demônio, o caos, e se o ritmo nos assegura o sentido da vida e a repetição funciona como uma metonímia da ressurreição, a falta de ritmo semeia o desespero, a loucura, a morte.

Eu trabalho madrugada adentro, justamente por causa do silêncio. Às três da manhã, a Tim não me liga para oferecer planos, a Mastercard não me avisa que minha conta está “há 26 dias em aberto, senhor”, as pamonhas de Piracicaba dormem tranqüilas em alguma garagem da cidade e eu posso pegar as palavras pelas mãos ou pelos cabelos, conforme a necessidade, e agrupá-las em diferentes caixinhas, sobre a minha mesa. Isso tudo, até a semana passada, pois agora as marretas ressoam dentro e fora da minha cabeça, eu sou um zumbi e as palavras estão todas espalhadas pelo mundo.

É um mundo injusto. É proibido ouvir a Cavalgada das Valquírias ou Sheena is a punk rocker depois das dez da noite, mas nada impede que o vizinho de cima destrua seu apartamento a marretadas a partir das nove da manhã. Não há o que fazer. Só me resta sofrer nesse brejo da cruz, enquanto o coaxar dos martelos-sapo me castiga pelos 31 anos que vivi em pecado. Perdão, Senhor!

domingo, 5 de abril de 2009

Risotto

Hoje travei uma luta feroz contra a preguiça e o cansaço para ter garantida a quentinha de amanhã. Depois que sai da livraria hoje, dei uma passadinha rápida no supermecado para comprar banana para fazer smoothies durante a semana, fiquei pensando no que poderia preparar para levar na quentinha do dia seguinte que não fosse fazer nem muita sujeira nem me tomar muito tempo, pensei logo no pacote de arroz arbório que comprei há uns meses atrás e que deixei parado na despensa, peguei uns champignons, caldo de legumes, pensei tenho queijo parmesão em casa, cebola, manteiga, pronto meu risotto está feito. Mas aí em cheguei em casa, jantei, li meus e-mails e a preguiça foi chegando de fininho, eu olhava para os ingredientes em cima do balcão, eles olhavam para mim, eu pensava "ai que vontade de me jogar no sofá e terminar meu livro para começar os outros que estão na fila de espera...", cheguei até a guardar tudo na geladeira sem dor na consciência. Mas aí pensei que teria que comer um wrap que eu já estou meio enjoada de comer, que não sai por menos de 8 dólares e não é lá tão saudável, com muito esforço coloquei a preguiça de lado piquei uma cebola e os champignons, ralei o queijo parmesão, refoguei tudo, mexi sem parar até o arroz ficar cozido e assim sem eu nem perceber o risotto ficou pronto, almoço livre de wraps garantido para os próximos dias. Agora posso me jogar no sofá e ler meu livro sem culpa.

Eu segui a receita básica de risotto e no final do cozimento do arroz coloquei os champignons. Se você quiser idéias para fazer o seu clique aqui(dessa lista eu já fiz o de tomate seco, mussarela de búfala e manjericão, ficou tão bom que não sobrou nem para contar história e muito menos para fazer quentinha).

terça-feira, 10 de março de 2009

Toda Rotina Tem Sua Beleza

A semana segundo o meu Moleskine

Segunda
YMCA
Supermecado (IGA)
Jean Coutou

Terça
Cookies Babi
Biryani de Poulet

Quarta
Aniversário Babi

Quinta
Pilates ou YMCA a tarde

Sexta
Aniversário Marcelo, Amrita e Alex

Sábado
Pilates
Jean-Talon

Domingo
Declaração IR

Mas sem perder a poesia